Artigo

O que perguntar ao obstetra?

Relembre as questões mais importantes a colocar ao obstetra ou médico assistente, para que se sinta segura na hora do parto. 

Escrito por: Dra. Marcela Forjaz, Ginecologista-Obstetra

O medo do desconhecido é o sentimento que domina muitas das grávidas à medida que sentem aproximar-se a data do parto. Outras organizam-se de forma a evitar o desconhecido, criando elas próprias um plano de parto, que lhes define uma série de condutas e que as fará sentir, assim, numa situação já prevista. 

Será mesmo assim? O ideal será perguntarem, na sua consulta de obstetrícia, tudo o que as preocupar ou esclarecer os pontos que pretendem ver no seu plano de parto, até para que não estejam a idealizar algo que será impossível de praticar na instituição onde terão o seu bebé, deixando-as depois numa situação de insegurança porque as coisas não correm como previram.

Local do parto

Assim, em primeiro lugar a grávida deverá decidir onde ter o seu bebé, e poderá sempre pedir a opinião ao seu obstetra relativamente à sua escolha. A opção deverá ponderar se deseja um serviço público ou privado, se é fundamental ou não que o seu obstetra lhe faça o parto, a proximidade de casa, a acessibilidade, as referências que já tem do local (através de amigas ou familiares que já conheçam) e eventualmente poderá marcar uma visita a local.

Decidido o local, geralmente levantam-se umas quantas dúvidas mais: se é um local que tem uma boa percentagem de partos ditos normais, se tem anestesista disponível (ou até exclusivo) para o bloco de partos e hoje em dia já nem se questiona alguns aspetos como a presença de neonatologista, uma unidade de neonatologia, etc., porque nem sequer seria possível às unidades materno-infantis funcionarem como maternidades se não cumprirem uma série de requisitos onde estes se inscrevem.

Plano de parto

As questões seguintes prendem-se com o que a grávida pretende para o seu parto. Embora a obstetrícia seja algo imprevisível, pode questionar sobre o seu prognóstico em termos de via de parto (se tem boas probabilidades de ter um bebé por parto “normal”), já que algumas circunstâncias condicionam logo o tipo de parto.

Pode e deve perguntar sobre quando ir para a maternidade e qual é a prática habitual quando se interna a grávida (se ir para uma bola de Pilates, se ficar logo no leito, por exemplo), se a instituição é “Amiga do Bebé” (estatuto de instituições que cumprem determinados requisitos de apoio à amamentação).

Atualmente as grávidas preocupam-se de alguma forma com a extensão da interferência médica nos seus partos e é sempre vantajoso discutir essas questões com o médico: se é prática comum o uso da ocitocina e quais os efeitos dessa ou em que circunstâncias se faz a rotura da bolsa de águas. É mil vezes preferível desmistificar estas questões antes do parto, do que aparecer no próprio dia com um plano de partos que muitas vezes pode ser resumido a uma lista de “não queros”, sem verdadeiro fundamento, e pondo em causa a segurança com que os profissionais de saúde têm de trabalhar, tornando pouco exequível o referido plano.

Um plano de parto previamente discutido pode sempre ser um documento útil, tornando claras as preferências da mãe e permitindo aos profissionais de saúde pô-lo em prática de forma tão próxima quanto possível, sem comprometer a sua noção de proteção à mãe e ao bebé.

Preocupações comuns das grávidas são as que se prendem com a realização (ou não) de episiotomia, a possibilidade de terem acompanhante no parto (seja um parto por via vaginal seja uma cesariana), a subida (ou descida) do leite e ainda o tempo de internamento. Este é, a maior parte das vezes, um motivo de apreensão das mães de segunda ou mais “viagens”, que deixam o outro filho em casa.

Sinais de alerta do início do trabalho de parto

É de lembrar que a grávida deve ter presente quais os sinais de alerta que a devem fazer encaminhar-se para a maternidade e em caso de dúvida deverá sempre perguntar ao seu obstetra.

Finalmente, as questões práticas sobre o que levar para a maternidade poderão ser colocadas ao próprio serviço de secretariado da instituição que a vai receber, assim como horários de visitas que, para evitar confusões, poderão antecipadamente ser comunicados à família.

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