Artigo

Sinais de parto

Saiba reconhecer os sinais de parto que indicam que a grávida deve ir para o hospital ou maternidade.

Escrito por: Dr. Luís Branco, Ginecologista-Obstetra.

O trabalho de parto consiste numa série de eventos que culminam no nascimento de um recém-nascido e na expulsão da placenta.

Conhecer os sinais de início do trabalho de parto é essencial para que a grávida saiba quando deve procurar ajuda, nomeadamente contactar o profissional de saúde assistente ou recorrer à maternidade/hospital escolhido para o nascimento do seu filho.

Este auto-reconhecimento permite diminuir a ansiedade associada a este acontecimento, principalmente para mães de primeira viagem.

Contrações

Há alguns sinais que fazem suspeitar que o início do trabalho de parto está para breve. Entre eles, destaca-se o aparecimento de contrações uterinas esporádicas, de intensidade variável, que aliviam com o repouso ou espontaneamente. As grávidas podem experienciar estas contrações irregulares durante horas ou dias antes do início das "verdadeiras" contrações que caracterizam o trabalho de parto.

Expulsão do rolhão mucoso

Outro sinal frequentemente relatado pelas grávidas é a expulsão de um corrimento gelatinoso, rosado ou acastanhado, através da vagina. Este corrimento designa-se "rolhão mucoso" e consiste em muco cervical com propriedades anti-bacterianas que "protege" o meio intrauterino de infeções ascendentes por via vaginal.

Outros sinais

Outras queixas frequentes que precedem o início do trabalho de parto são a dor lombar, a sensação de pressão suprapúbica, o aumento da frequência urinária ou da vontade defecatória.

Início do trabalho de parto

O início do trabalho de parto caracteriza-se pelo aparecimento de contrações rítmicas e dolorosas, com um intervalo entre contrações progressivamente menor e uma intensidade dolorosa progressivamente maior.

Se a grávida começar a sentir contrações, com bolsa de águas intacta, deve aguardar até que estas comecem a ser regulares, fortes, com um intervalo inferior a 5 minutos e com uma duração de 45-60 segundos para recorrer ao hospital/maternidade.

Caso a grávida viva longe do hospital onde pretende ter o parto, esta deslocação deve ser ligeiramente mais precoce. Além disso, o segundo parto tende a ocorrer mais rapidamente do que o primeiro, daí que se aconselhe a aguardar menos tempo em casa antes de recorrer ao hospital/maternidade.

Sinais de emergência

Contudo, há algumas circunstâncias em que a grávida não deve esperar pelo desenvolvimento de contrações regulares e dolorosas para recorrer ao hospital, nomeadamente quando ocorre rotura de bolsa de águas, hemorragia vaginal, ausência de movimentos fetais, comichão intensa por todo o corpo, dores de cabeça e aumento consistente dos valores das tensões arteriais (maior que 140/90 mm Hg), que poderá confirmar em qualquer farmácia de serviço.

Se, por um lado, as grávidas devem evitar recorrências desnecessárias ao hospital/maternidade, nomeadamente numa fase precoce do trabalho de parto, por outro, não devem aguardar que este se desenvolva no exterior até um fase muito avançada sob pena de estarem a comprometer o seu desfecho e/ou a possibilidade de realizar uma epidural para controlo da dor.

A grávida deve, contudo, saber que a chave de ouro será sempre "na dúvida, procure ajuda".

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