Artigo

Saúde da grávida no 2º trimestre

Saiba como promover uma vida saudável na gravidez e conheça algumas estratégias para evitar os desconfortos normais neste trimestre.

Escrito por: Dra. Marcela Forjaz, Ginecologista-Obstetra.

Passaram 13 semanas e assim se ultrapassou o tempo que se considera tradicionalmente de maior risco de perda da gravidez. A grávida sente que já pode partilhar com mais pessoas o momento feliz que está a atravessar. E é literalmente correto que se trata de uma fase feliz, porque está a sair da fase dos enjoos (embora algumas grávidas mantenham a queixa), o sono está a melhorar, as tonturas também, a ansiedade por se sentir em risco também diminui.

E ao aproximar-se deste marco sente que está a dobrar o Cabo das Tormentas. Na verdade, os tempos que aí vêm fazem pensar que se acabou de contornar o Cabo da Boa Esperança, tão depressa se esquecem os desconfortos, e se verifica que daí em diante tudo será mais pacífico. Bom, é quase verdade, pelo menos até ao terceiro trimestre.

Movimentos fetais

O único senão deste trimestre é o facto de ainda se passar algum tempo até começar a sentir os movimentos do bebé e este, sim, é o sinal que faltava à grávida para lhe dar a sensação de segurança de que tudo está bem com o seu bebé.

Numa primeira gravidez isto só acontecerá, em média, pelas 20 semanas e, nas gravidezes seguintes, umas duas ou três semanas mais cedo. Primeiro, a grávida perceberá qualquer coisa que a deixará na dúvida se será o seu bebé ou movimentos intestinais, tal a suavidade desses movimentos.

Com o passar do tempo, com o aumento da força do bebé e da frequência com que ele mexe, não restarão dúvidas. Aí, sim, a grávida passará a sentir a presença do seu bebé, sentirá que está sempre acompanhada.

Desejo sexual

É uma fase em que geralmente tudo parece correr bem, de tal forma que até a líbido, muitas vezes “censurada” pelo próprio casal no primeiro trimestre por receio, volta e em alta, devolvendo ao casal a sensação de viver a sua vida normal, sem grandes restrições.

Sono

O sono também está mais controlado e este será o trimestre em que a grávida reencontra a sua energia habitual e a sua capacidade de iniciativa na sua vida profissional e familiar.

Cuidados de vigilância

As consultas mantêm-se com uma periodicidade mensal, desde que tudo corra como previsto, e entre os exames importantes a fazer nesta etapa temos a ecografia morfológica, realizada com o intuito de descartar a existência de malformações fetais. Nesta, são observados os sistemas e órgãos do bebé, diria que desde a cabeça à pontinha do pé, sendo por esse motivo a ecografia nobre da gravidez.

Entre as análises, a de detecção de uma eventual diabetes gestacional será talvez a de maior interesse, despertando na grávida algum nervosismo, primeiro pela sua realização que implica beber um preparado doce (geralmente com sabor a laranja ou limão) que poderá deixá-la mal disposta e, depois, porque tem a noção de que uma diabetes gestacional irá complicar de alguma maneira a sua gravidez e implicar cuidados especiais para o seu bebé.

Evitar os desconfortos

E o cuidado especial para a grávida nesta fase? Não dormir de barriga para cima, ou ficar a ver televisão ou a ler ou o que seja, nesta posição. O útero, com o seu conteúdo em crescimento, pesa já de forma significativa e, na posição de barriga para cima comprime os grandes vasos da mãe (aorta e veia cava) responsáveis pela eficácia da circulação de ambos (mãe e filho).

A compressão destes vasos compromete a normal circulação, logo, a oxigenação de ambos. Desta forma, bastará inclinar-se ligeiramente para um dos lados (bastam 10-15o) para deslocar o útero lateralmente e libertar os vasos sanguíneos desse peso.

Não há mais limitações no segundo trimestre a não ser que, havendo algum sinal de alarme, o obstetra entenda que tem de impor alguma restrição.

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