Artigo

Orientações práticas para o pai

Onze dicas para o pai se orientar melhor nas primeiras horas após o nascimento do seu filho.

Por: Ana Alexandra Pinto, Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, e Antónia Prates, Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia

1. A mala do pai

Deverá levar para a sala de partos, numa bolsa discreta que estará sempre consigo, uma garrafa de água, um snack à escolha, como chocolate ou barra de cereais, pastilhas para os fumadores e ainda uns rebuçados para a cara-metade. A escova de dentes é também uma recomendação para manter a sensação de bem-estar e manter o ritmo de alerta.

2. Conhecer bem o plano de parto

O pai deve conhecer o plano de parto e deve estar consciente das opções que o local de nascimento oferece orientando e suportando a grávida no controlo exigido em cada uma das fases de trabalho de parto. Peça à sua parceira que lhe explique tudo: "Como é a respiração nesta fase? Como se faz uma inspiração e expiração controlada? Que posições te parecem mais confortáveis/facilitadoras em cada fase do trabalho de parto? Eu posso ajudar nesta posição, se quiseres? Como posso ajudar-te a controlar a dor?".

3. Levar a máquina fotográfica

Esta tarefa é exclusiva do PAI e fundamental para o registo do nascimento do novo bebé. Confirme antecipadamente que a máquina funciona, está carregada, e que o cartão de memória tem espaço disponível. Recomendamos especial atenção ao flash. Deve estar desligado porque o fundo dos olhos do recém-nascido é formado por células sensíveis à luminosidade e o processo de contacto deve ser gradual. Lembramos ainda que os profissionais de saúde não gostam de ser fotografados.

4. Usar adequadamente o telemóvel

O telemóvel é um tema recorrente de discussão entre o casal e os profissionais de saúde quando mal utilizado. Esqueça os jogos e o facebook e use-o para criar uma playlist para o nascimento ou uma selfie da tríade para mais tarde recordar. É ainda um recurso de comunicação com o exterior, com os avós e amigos. Todos estão ansiosos para conhecer o bebé e saber se está tudo bem, por isso pode ser uma boa ideia partilhar a informação com eles por forma a acautelar a ansiedade decorrente do momento.

5. É importante descansar

Embora não se deseje afastar, é necessário não esgotar as capacidades funcionais do casal e do pai em especial. É recomendável que este saia um momento da sala de dilatação para ir à casa de banho, para comer, apanhar ar e até ter uns momentos de descanso se se antever um período prolongado de dilatação/parto.

Estar muitas horas num quarto fechado pode ser negativo para o seu bem-estar e poderá ter repercussões na sua disponibilidade. Descanse, se necessário, mas não se deixe substituir por terceiros, pois aquele momento é de todo seu, agarre-o e constitua a sua tríade familiar.

6. Cortar o cordão umbilical

A pergunta é: o pai quer cortar o cordão umbilical ou passa a tarefa a terceiros? Não é obrigatório ser o pai, pode ser a mãe, a enfermeira ou o médico. A vantagem de ser o pai é apenas e só simbólica para o casal. No caso de ser o pai é necessário informar a equipa de saúde e seguir as instruções por ela fornecidas.

7. Pegar ao colo no recém-nascido

Pegar ao colo o seu filho pela primeira vez será uma estreia sedutora e também uma afirmação parental. Faça-o sem receios. Tenha apenas particular atenção à cabeça que é a parte do corpo do recém-nascido que mais pesa e esta deve estar bem apoiada na nossa mão dominante ou apoiada no nosso braço fechado a 30º. É normal sentir-se nervoso, apenas significa que está consciente do seu novo papel e da sua nova responsabilidade, mas esse receio pode e deve ser ultrapassado com o apoio dos profissionais que acompanham o nascimento do seu filho.

8. Vestir o recém-nascido

É importante a disponibilidade do pai para vestir o bebé. Vestir um recém-nascido é mais fácil do que vestir uma criança porque o bebé praticamente não se mexe e também porque a mãe já escolheu a roupa que ficará, à partida, grande. Na primeira vez temos sempre desculpa para não fazer tudo certinho e terá sempre o apoio das enfermeiras, dispostas a orientá-lo e a ajudá-lo.

9. Respeitar o espaço dos profissionais

Não questione os profissionais de saúde se pode tocar no seu filho, ele é seu, mas deve dar espaço aos cuidados prestados pelos médicos e enfermeiros sem perturbar a dinâmica dos mesmos.

10. Acompanhar a adaptação à amamentação

Caso a amamentação seja um projeto do casal, é vantajosa a presença do pai na adaptação à mama na primeira hora de vida. A amamentação é um momento precioso na vida de um casal, que deve vivê-lo com harmonia e amor, para fortalecer o vínculo afetivo da tríade mãe-filho-pai. Nesse momento, o pai deve estar atento a vários fatores que podem contribuir ou afetar negativamente a amamentação. Já em casa, o apoio do pai frequentemente faz a diferença entre o sucesso da amamentação ou o seu fracasso. O pai pode participar no processo de amamentação dando apoio à mãe sob o ponto de vista afetivo, partilhando os cuidados com o recém-nascido, entre outras atividades domésticas e do dia-a-dia.

11. Ser pai, sem se esquecer de ser marido

Após o nascimento tendem a descurar o papel de género em prol da parentalidade. Esse caminho não promove o sucesso, mas sim o afastamento do casal. É fundamental que não se esqueça de promover todos os seus papéis de pai e de marido. Ser pai é também cuidar da sua mulher e dedicar-se à sua relação amorosa, mantendo a vontade de estar a dois preenchida.

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