Artigo

Alergias e segurança alimentar

Conheça os sintomas de alergia a alimentos e fique a par dos principais cuidados de higiene alimentar para prevenir intoxicações.

Escrito por: Tânia Camões, Dietista e Conselheira de Aleitamento Materno

As alergias alimentares são frequentemente uma forte preocupação dos pais. Por terem ainda um sistema imunitário muito frágil, os bebés podem correr mais riscos no que toca a alergias e as suas manifestações podem também ser mais exageradas.

Sintomas de alergia

Os possíveis sinais de alergia a determinado alimento são: prurido e irritação cutânea, aparecimento de pequenas borbulhas, distensão abdominal e gases, diarreia, vómitos e, em casos mais graves, dificuldade em respirar e edema da glote. Contudo, o mais importante é investigar bem os casos de alergias na família, pois são os bebés cujo pai e mãe têm um historial alérgico que estão mais suscetíveis a este tipo de episódios.

Introdução de alimentos alergénios não deve ser adiada

Embora existam alimentos que sejam conhecidos pelo seu potencial alergénico, as pesquisas mais recentes revelam que não existe evidência que sustente o adiamento da introdução dos alimentos potencialmente mais alergénicos (ovo, nozes, amendoins, peixe, leite de vaca e trigo), mesmo quando existe história familiar de alergias alimentares. Contudo e visto que é conhecido o seu potencial e que cada bebé é diferente do outro, a individualidade deve ser tida em conta e estes devem ser introduzidos com muita precaução na alimentação do seu bebé.

Prevenir alergias

Um dos fatores de prevenção que já mostrou ser protetor da ocorrência de episódios de alergias alimentares é o leite materno. Os bebés alimentados com leite materno podem ter benefícios quando a amamentação é exclusiva até aos 4 meses, quando existe história de alergias alimentares na família.

Alimentos a evitar

A melhor forma de perceber se o bebé é alérgico a um alimento será respeitando um intervalo de três a sete dias entre a introdução dos alimentos e deverá começar sempre pelos alimentos menos alergénicos.

No grupo dos cereais, é prudente evitar a introdução precoce do glúten, nunca devendo ser feita antes dos quatro meses, mas também nunca depois dos sete meses. O ideal é que esta seja feita de forma progressiva e, se possível, enquanto o bebé ainda está a ser alimentado com leite materno, que contem propriedades que ajudam a reforçar o sistema imunitário do bebé e que auxiliam na digestão.

Durante o primeiro ano devem ser também evitados os frutos potencialmente alergénicos, como os morangos, a amora, o kiwi e o maracujá.

Um dos alimentos que não deve ser oferecido ao bebé antes dos 12 meses é o mel, pela possibilidade de poder conter alguns esporos que podem causar botulismo ao bebé.

Leite de vaca

Não é recomendado que introduza o leite de vaca na alimentação do seu bebé antes dos 12 meses (preferencialmente entre os 24 e os 36 meses). Contudo, embora se trate de um alimento fabricado a partir do leite, o iogurte pode fazer parte da alimentação do seu bebé a partir dos 6-7 meses. Tendo em conta o seu processo de fabrico, a lactose e a caseína, os dois constituintes do leite que podem causar mais alergias e intolerâncias, são pré-digeridos, pelo que serão bem tolerados pelo seu bebé. Deve optar pela versão natural, sem açúcar adicionado e deve ser dado individualmente, para que o bebé reconheça e se habitue ao seu sabor.

Cuidados de higiene alimentar

A segurança alimentar é outro especto extremamente importante que deve ter em conta, pois qualquer contaminação alimentar poderá desencadear no bebé uma intoxicação.

Comece por lavar bem as mãos antes de manipular os alimentos ou de alimentar o seu bebé. Não deve dar ao seu bebé alimentos que pareçam já estar adulterados, mesmo que de forma mínima. Respeite sempre os prazos de validade, assim como as instruções de armazenamento.

Quando se tratar de alimentos frescos, selecione bem quando os guardar, visto que um alimento adulterado pode facilmente ajudar no processo de decomposição dos restantes que se encontrarem armazenados no mesmo local.

Não misture tábuas de corte de legumes e de carne ou peixe, nem utensílios de corte. Não deixe que os alimentos fiquem fora do frigorífico, especialmente quando se tratarem de alimentos mais perecíveis, como a carne e o peixe. Após a confeção, os alimentos devem ser convenientemente conservados no frigorífico ou congelados de forma a diminuir a sua degradação.

Referências

  • Comissão de Nutrição da SPP. Alimentação e nutrição do lactente. Acta Pediátrica Portuguesa. Vol. 43, n.º 5P Setembro / Outubro 2012. Suplemento II

  • Silva A, Aguiar H. Diversificação Alimentar no primeiro ano de vida. Acta Med Port 2011; 24(S4): 1035-1040

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